Contexto: Ageu é o primeiro profeta pós-exílico, tendo profetizado em 520 a.C. — exatamente 16 anos após o retorno do exílio e 16 anos antes da conclusão do Segundo Templo (516 a.C.). O povo havia iniciado a reconstrução do Templo, mas parado diante da oposição e das dificuldades. Ageu tem uma missão única e clara: motivar o povo a completar o Templo.
O argumento econômico-espiritual: Ageu conecta a espiritualidade ao cotidiano com lógica desconcertante: "Este povo diz: Ainda não é tempo de vir, o tempo de se reedificar a casa do Senhor. Será que é tempo de vós habitardes em vossas casas apaineladas, enquanto esta casa está em ruínas?" (1.2–4). A seca e a escassez econômica são apresentadas como consequência direta do descuido com as prioridades divinas.
A promessa escatológica: O capítulo 2 contém uma promessa surpreendente: embora o Segundo Templo fosse fisicamente inferior ao de Salomão, "a glória desta última casa será maior do que a da primeira" (2.9) — interpretado messianicamente como referência à presença de Cristo no Templo. O livro fecha com uma palavra de encorajamento a Zorobabel, governador — figura tipológica do Messias.