Contexto: Colossenses foi escrita da prisão de Paulo (~60–62 d.C.) para a Igreja em Colossos — cidade da Frígia que Paulo provavelmente não visitou pessoalmente. A carta responde a uma "filosofia" sincretista que mesclava judaísmo, elementos proto-gnósticos, culto a anjos e práticas ascéticas, ameaçando reduzir Cristo a um mediador entre outros.
O hino cristológico (1.15–20): Talvez o texto mais elevado sobre a supremacia cósmica de Cristo no NT: "Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois nele foram criadas todas as coisas... todas as coisas foram criadas por ele e para ele; ele é antes de tudo, e nele tudo subsiste." Cristo não é um mediador entre Deus e o cosmos — ele é o criador e sustentador do cosmos. A "plenitude" (pleroma) divina habita nele corporalmente (2.9).
A polêmica filosófica (cap. 2) e a ética (caps. 3–4): "Vejam que ninguém os escravize por meio de filosofia e de vãs sutilezas" (2.8) — não anti-intelectualismo, mas desmascaramento de especulação que não é "segundo Cristo." Em Cristo estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (2.3). A aplicação prática inclui a visão transformadora de toda a vida: "tudo o que fizerdes... fazei-o de todo o coração como para o Senhor" (3.23).