Contexto: Gálatas é a "Magna Carta da liberdade cristã" — um dos escritos mais apaixonados e urgentes de Paulo. Escrita às igrejas da Galácia (~48–55 d.C.), responde a uma crise aguda: "judaizantes" haviam chegado após Paulo ensinando que os gentios convertidos deviam ser circuncidados e guardar a Lei de Moisés para ser plenamente salvos.
A confrontação: Paulo começa sem cumprimentos — vai direto ao ponto: "estou maravilhado que tão depressa vos estejais desviando" (1.6). A carta inclui a narrativa da confrontação direta com Pedro em Antioquia (cap. 2) — uma cena de franqueza apostólica extraordinária que Paulo narra publicamente. A justificação somente pela fé é afirmada com toda a força: "o homem não é justificado por obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo" (2.16).
Teologia da liberdade: O capítulo 3 usa Abraão para demonstrar que a fé sempre foi o princípio da justificação — a Lei foi adicionada posteriormente como "tutor" até Cristo (3.24). O capítulo 4 usa a alegoria de Agar e Sara — escravidão vs. liberdade. O capítulo 5 celebra: "Para a liberdade foi que Cristo nos libertou" — liberdade que não é licença mas serviço pelo amor. O fruto do Espírito (5.22–23) é o contraponto às obras da carne.