Contexto: Isaías é o maior dos profetas e o livro mais citado no Novo Testamento — mais de 400 citações ou alusões. Chamado de "o Evangelho do AT" ou "o quinto Evangelho," Isaías profetizou em Jerusalém durante o reinado de quatro reis: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (740–700 a.C.), um ministério de cerca de 40 anos.
Estrutura: O livro divide-se em dois grandes blocos: Isaías 1–39 ("proto-Isaías"), com foco no julgamento de Israel, Judá e as nações, culminando no episódio histórico da invasão assíria e a libertação miraculosa de Jerusalém sob Ezequias; e Isaías 40–66 ("deutero/trito-Isaías"), com foco na consolação, restauração e salvação escatológica, endereçado à comunidade do exílio babilônico e além.
Profecia messiânica: Os quatro "Cânticos do Servo" (42; 49; 50; 52–53) são o ápice do messianismo pré-cristão. Isaías 53 — o servo ferido "por causa das nossas transgressões, moído por causa das nossas iniquidades, o castigo que nos traz paz estava sobre ele" — é o texto messiânico mais explícito do AT e foi amplamente citado pelos apóstolos. Isaías também profetizou o nascimento virginal (7.14), o Príncipe da Paz (9.6–7), e a nova criação (65–66).