Contexto: Naum é cronologicamente posterior a Jonas: enquanto Jonas registra o arrependimento de Nínive (século 8 a.C.), Naum anuncia sua destruição definitiva. A queda de Nínive ocorreu em 612 a.C., quando a aliança medo-babilônica destruiu a capital assíria. O nome "Naum" significa "conforto" — o livro é conforto para Israel e Judá, que sofreram décadas sob o terror assírio.
A Assíria e o julgamento divino: A Assíria era conhecida na antiguidade pela crueldade sistemática: empalação, deportação em massa, bibliotecas de cabeças humanas. O julgamento divino sobre ela não contradiz o caráter amoroso de Deus — é a expressão de sua justiça contra o opressor. Deus usa nações poderosas como instrumentos e depois as julga por seu orgulho (cf. Is 10).
Abertura teológica (cap. 1): O livro abre com uma teofania: "O Senhor é ciumento e vingador... mas é lento para a ira e bom como refúgio no dia da adversidade, e conhece os que nele confiam" (1.2–7). O mesmo Deus que é assustador para o opressor é refúgio seguro para o oprimido. A descrição poética da queda de Nínive (caps. 2–3) é de extraordinária vivacidade literária e precisão histórica.