Contexto: Romanos é a mais sistemática e doutrinalmente densa das cartas de Paulo — frequentemente chamada de "a catedral do NT." Escrita de Corinto (~57 d.C.) para uma Igreja que Paulo não fundou mas pretendia visitar no caminho à Espanha, é uma exposição deliberada e completa do evangelho que Paulo pregava — sua carta de apresentação teológica.
Estrutura: Os capítulos 1–3 estabelecem a condenação universal — gentios e judeus igualmente sob julgamento divino, "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (3.23). Os capítulos 3–5 proclamam a justificação pela fé: o pecador é declarado justo por Deus com base na obra de Cristo, recebida pela fé, totalmente independente de obras da Lei. Abraão é o paradigma (cap. 4). Os capítulos 5–8 tratam da nova vida no Espírito, culminando no inesquecível capítulo 8: "nada nos separará do amor de Deus em Cristo Jesus." Os capítulos 9–11 abordam o mistério da eleição e o futuro de Israel. Os capítulos 12–16 são ética prática — o "sacrifício vivo" da vida inteira a Deus (12.1–2).
Impacto histórico: A leitura de Romanos 13 converteu Agostinho. A descoberta de Romanos 1.17 desencadeou a Reforma Protestante de Lutero. A leitura do prefácio de Lutero a Romanos converteu João Wesley. É, possivelmente, o texto mais influente da história do Ocidente depois das Escrituras como um todo.