Contexto: 2 Reis completa a narrativa dos dois reinos e descreve suas quedas definitivas: o reino do Norte (Israel) é destruído pela Assíria em 722 a.C. (cap. 17), e o reino do Sul (Judá) é conquistado pela Babilônia em 586 a.C., com a destruição do Templo de Salomão (cap. 25). São os pontos mais baixos da história de Israel.
Eliseu: O livro abre com a ascensão de Eliseu, que herda o manto de Elias. Seus milagres antecipam o ministério de Jesus: multiplicação de alimentos, ressurreição de um menino (cap. 4), cura de Naamã o leproso arameu (cap. 5 — citado por Jesus em Lc 4.27 como exemplo da graça que ultrapassa Israel). A visão dos cavalos de fogo ao redor de Dotã (6.17) revela a realidade espiritual invisível por trás do mundo visível.
O critério deuteronômico: Cada rei é avaliado segundo sua fidelidade ao modelo de Davi. Apenas Ezequias e Josias recebem avaliação plenamente positiva. A reforma de Josias (caps. 22–23), desencadeada pela descoberta do Livro da Lei no Templo, representa o último esforço de renovação antes do colapso final. O exílio é apresentado como cumprimento das advertências de Moisés (Dt 28).